Cirurgias

1. Plástica ocular

Realiza, através de técnica inovadora, plástica reparadora com cirurgias e tratamento de pacientes com doenças palpebrais e orbitárias. As cirurgias são necessárias para retirada de tumores e reconstrução da órbita e da pálpebra, para correção de pálpebras caídas (ptose) ou viradas para dentro (ectrópio).

2. Miopia

É um distúrbio de focalização da imagem causado pelo maior comprimento do globo ocular ou ao aumento na curvatura da córnea ou cristalino, dificultando a visão à distância.
O beneficio mais importante da cirurgia é reduzir ou eliminar a dependência dos óculos ou das lentes de contato. A recuperação física é rápida, usualmente não é necessário curativo após a cirurgia e a volta às atividades diárias pode ocorrer após 24 horas do procedimento.

3. Astigmatismo

O astigmatismo é uma condição que decorre da diferença de curvatura da córnea ou cristalino nas diferentes direções (comparável às curvaturas de um ovo ou de uma bola de futebol americano), e disso resultam diferentes profundidades de foco que distorcem a visão tanto de longe quanto de perto. A correção cirúrgica pode ser feita simultânea ou independentemente de miopia. Neste caso, é removido mais tecido de determinadas regiões da córnea do que de outras.

4. Hipermetropia

Dificuldade de focalizar a imagem causada por um globo ocular com menor comprimento ou devido à córnea ou cristalino possuírem uma menor curvatura. Na hipermetropia observa-se uma visão ruim para perto, podendo gerar dificuldade na visão para longe nos casos mais severos. Para a correção cirúrgica, ao contrário da miopia, a curvatura corneana é aumentada, removendo-se tecido da periferia.

5.Cirurgia de catarata ou facoemulsificação

Catarata é a opacíficação de uma lente transparente que temos dentro do olho - o cristalino. Conforme essa lente vai deixando de ser transparente, a visão vai se tornando embaçada e turva, como se a pessoa enxergasse através de um vidro molhado, podendo chegar à cegueira. Só um exame no oftalmologista pode dizer se a pessoa tem catarata, em que estágio ela se encontra e qual a hora certa de operar - pode-se esperar dias, meses ou anos, dependendo do estágio. A cirurgia consiste na remoção do cristalino opacificado e a colocação de uma lente artificial no lugar dele (dentro do olho). Essa lente é definitiva e tem um grau certo para cada paciente. A visão volta a ser de 100% mesmo nas cataratas mais maduras.

Catarata senil é comum após 50 anos de idade. Se evoluir, a cirurgia torna-se o único tratamento, sendo feita quando a perda da visão implica na redução da qualidade de vida. A catarata no idoso pode ocorrer devido à exposição prolongada aos raios ultra-violeta, por diabetes ou medicamentosa. Mas normalmente é um processo relacionado com o envelhecimento do cristalino. Catarata congênita em geral aparece por fator genético ou em crianças cujas mães tiveram sífilis, toxoplasmose ou rubéola durante os três meses de gravidez. A catarata traumática pode aparecer após algum trauma ocular, e a catarata secundária está associada a diabetes, uveítes ou ao uso prolongado de corticóides.

6. Descolamento de retina

A doença freqüentemente é causada pela presença de orifícios ou dilaceramentos na retina, um fino revestimento de fibras e células sensíveis à luz, que recobre a parede interna do olho. Geralmente requer cirurgia emergencial. Miopia, diabetes, processos degenerativos, traumas nos olhos e a idade são fatores de risco para o descolamento. Sinais de descolamento de retina incluem luzes intermitentes ou presença de uma cortina que se move ocupando parte do campo de visão. Durante o descolamento, a retina é separada de sua fonte de nutrientes e oxigênio. Outra complicação advinda do descolamento da retina, mesmo após a cirurgia, é o desenvolvimento de uma doença chamada vítreo-retinopatia proliferativa.

7.Vitrectomia

Restabelece a transparência dos meios oculares  como estancar uma hemorragia do vítreo que impede a visão  e para remover trações vítreo-retinianas separando todos os pontos de aderência anormal do vítreo à retina. Também resolve os descolamentos da retina e reforça o tratamento por laser. A natureza e a complexidade dos sistemas tracionais variam muito de caso para caso. Da mesma forma, a duração da intervenção e o risco operatório variam de acordo com cada paciente.

8. Yag Laser

O Yag Laser é um aparelho que libera um laser fotoruptor que promove a abertura dos tecidos tratados, realizando os seguintes procedimentos:

  • Capsulotomia posterior a laser: tratamento rápido também chamado de yag laser, realizado no consultório nos casos em que, decorrido algum tempo após a cirurgia de catarata, ocorrer embaçamento da membrana que se localiza atrás da pupila.
  • Iridectomia a laser: indicada para profilaxia e tratamento do glaucoma agudo; tratamento dos quadros de seclusão pupilar; do glaucoma pigmentar; das crises subentrantes associadas ao ângulo estreito e dos quadros de goniossinéquias associadas ao ângulo estreito.
  • Rotura da Hialóide a laser: Tratamento da hemorragia subhialóide.

9.Glaucoma

Resultado de um processo gradual e indolor, o glaucoma é a segunda causa de cegueira mundial, atingindo 2% da população do mundo. O aumento da pressão ocular lesa o nervo óptico, o que implica perda de fibras nervosas, fazendo com que o campo visual diminua com o passar do tempo. A visão diminui da periferia para o centro, chegando ao extremo de formar uma espécie de luneta por onde a pessoa passa a enxergar. Por não causar dor, a limitação do campo visual só é percebida pelo paciente quando a doença já atingiu um grau avançado. A pressão ocular é dada por um líquido, chamado humor aquoso, que circula dentro do olho. Essa circulação pode ser comparada ao funcionamento de uma pia, que quando tem o ralo entupido, acumula água até transbordar. No caso do olho, quando não há drenagem desse líquido, há aumento de pressão. No entanto, algumas pessoas podem apresentar lesão no nervo óptico com pressão ocular normal.

Por ser um processo gradual e sem dor, a prevenção está aliada ao diagnóstico, que é feito durante uma consulta de rotina com o oftalmologista. É medida a pressão ocular e realizado o exame de fundo de olho, para observação do nervo óptico, além de exames complementares se necessário. Depois de feito o diagnóstico, o tratamento do glaucoma pode ser de três tipos. O primeiro é o uso contínuo e diário de um ou mais colírios, até que pressão seja controlada. Depois, está o uso de laser no sistema de drenagem, recomendado apenas para alguns tipo da doença. Recorre-se à cirurgia apenas quando os colírios não conseguem controlar a pressão, quando tenta-se fazer um canal alternativo para a drenagem.

10.Transplante de córnea

A córnea é a parte mais anterior do olho, sendo uma membrana transparente que faz parte do sistema de focalização do olho. Portanto, para que a imagem chegue à retina, onde "é captada", para através do nervo óptico ser enviada ao cérebro, onde é percebida pela pessoa, é necessário que também a córnea esteja transparente para que a imagem, através de seus raios luminosos, possa seguir seu trajeto. Quando há um embaçamento dessa membrana, a córnea, para que a pessoa possa vir a enxergar, é preciso trocá-la por uma outra transparente. Isso é que se chama de transplante de córnea ou ceratopiastia.

11. Cirurgia refrativa

Após seu olho ter sido completamente anestesiado por meio de gotas de colírio anestésico, coloca-se um pequeno dispositivo oftalmológico chamado blefarostato entre suas pálpebras para impedir que você pisque. Em seguida um instrumento chamado microcerátomo levanta uma fina camada da córnea. Durante esse processo você poderá sentir uma pressão, mas não sentirá nenhum desconforto. O médico pedirá que você olhe para uma luz fixa enquanto o laser esculpe sua córnea. Essa fase, geralmente, leva menos de um minuto. Depois a camada comeana é reposicionada no local e colada, sem necessidade de pontos. Após esta cirurgia alguns pacientes apresentam desconforto que geralmente desaparece entre 12 e 24 horas.

12. Pterígio

É o nome que se dá à "carnosidade" avermelhada que surge no canto do olho, podendo chegara cobrir a parte branca e a córnea (na frente do colorido do olho). A presença de pterígio faz com que os olhos estejam freqüentemente avermelhados e provoca ardência, queimação, coceira - como se houvesse areia nos olhos. O lacrimejamento decorrente dessas sensações diminui a qualidade visual.

O pterígio é progressivo e chegando a um grau muito avançado pode produzir astigmatismo. Durante muito tempo a remoção cirúrgica do pterígio foi um desafio porque muitos deles voltaram após operados. Atualmente uma nova técnica, o transplante conjutival, evita a recidiva em 95% dos casos. Rápida, segura e eficaz, os resultados do transplante são ótimos, tanto na estética da cicatriz quanto na eficiência de evitar a recidiva. A cirurgia é feita sem dor e gera pouco incômodo no pós-operatório. O uso de lentes terapêuticas no pós-operatório é também um avanço, pois torna a cirurgia muito mais segura e confortável, evitando os curativos. Dados os avanços, deve-se operar o pterígio o quanto antes e não deixá-lo crescer para fazer a intervenção, já que a cirurgia precoce tem ótimos resultados e traumatiza menos os tecidos oculares.

13. Anel de Ferrara

A córnea é, à semelhança do vidro sobre o relógio, a parte transparente do olho que está na frente da íris (cor do olho). Assim, quando alguma doença compromete a transparência da córnea, também fica comprometida a visão. Alterações na curvatura da córnea chamadas cerotocone - que podem aparecer na adolescência por causas hereditárias ou pela conjuntivite alérgica, pelo coçar - distorcem e embaçam as imagens. Para corrigir essas distorções, recorre-se primeiro ao uso de óculos, seguido de lentes de contato. Esgotadas essas tentativas, o único recurso que se tinha até a década de 80 era o transplante de córnea.

Essa realidade começou a mudar com o desenvolvimento de dois arcos feitos de um acrílico especial (polimetilmetacrilato) que ao serem inseridos na córnea corrigem a curvatura e, conseqüentemente, a visão. Com o uso do anel, tornou-se possível retornar ao grau anterior, apenas com a retirada do dispositivo. A maior vantagem do Anel de Ferrara, reconhecido e aprovado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, está sobre o transplante de córnea. É uma cirurgia menos agressiva, não oferece risco de rejeição pela córnea do paciente, a recuperação é rápida - de dois a quatro dias, quando nos transplantes é de uma ou duas semanas - e a estabilização final do grau acontece de três a quatro meses, enquanto nos transplantes o tempo necessário é de sete a nove meses, sem falar da fila de espera por uma córnea. As únicas contra-indicações são para cerotocone muito avançado ou córneas com lesões que causam falta de visão por opacidade.





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