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Blefarite aumenta risco de inflamações e infecções oculares

27/10/2017

Larissa Leite | Coletivo Conversa de Comunicação Criativa

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Ambientes climatizados, alergias e o uso excessivo de maquiagem podem contribuir para a aparição da doença, que traz desconfortos como coceira e fotofobia

Certas inflamações nos olhos, como a blefarite, são mais comuns com as altas temperaturas e a umidade baixa. Contudo, nem só o clima que favorece o seu surgimento. Ambientes climatizados, alergias e o uso excessivo de maquiagem também podem contribuir para a aparição da doença, que traz desconfortos como coceira e fotofobia.

“A blefarite é uma inflamação localizada nas pálpebras, causada por uma alteração nas glândulas responsáveis por manter o equilíbrio da umidade ocular. Ela se caracteriza por um desconforto ocular crônico, com períodos de exacerbações (mais intensidade) e períodos de remissões (menos intensidade), que influencia diretamente a qualidade de vida do paciente”, explica a oftalmologista da clínica Oftalmed, Marcela Andrade.

Normalmente, os sintomas da blefarite - coceira, irritação ocular, olho vermelho, lacrimejamento, sensação de areia, fotofobia, flutuação visual, cílios grudados e até perda de cílios - são mais intensos no período da manhã e no fim do dia. Eles costumam atingir os dois olhos, apesar de poderem se manifestar também em apenas um situação em que o oftalmologista deve suspeitar de outros diagnósticos, como o câncer de células sebáceas.

CAUSAS - Os fatores ambientais que contribuem para o surgimento da blefarite são a poluição, as altas temperaturas e a baixa umidade. Entretanto, mesmo com o fim da estiagem é preciso estar atento e ter cuidado ao frequentar ambientes climatizados, pois o ar condicionado leva a redução da umidade do ar, que causa o olho seco.

As camadas de lágrimas, que funcionam como uma proteção dos olhos, são divididas em três: oleosa (externa), aquosa (intermediária) e proteica (interna). Em um ambiente com baixa umidade, a camada externa evapora e, sem ela, aumentam as chances de inflamações e infecções.

Além disso, “a blefarite provoca a produção de uma camada lipídica de qualidade ruim, que facilita a evaporação da lágrima. Ambientes com baixa umidade vão influenciar ainda mais nessa evaporação, e assim aumentar o risco de inflamações e infecções’, complementa a especialista.

“O uso frequente de computadores ou atividades que exigem a concentração visual auxiliam na redução da lubrificação do olho, por isso é importante fazer pausas de cinco minutos a cada hora e piscar voluntariamente. Para as mulheres, a maquiagem pode representar um perigo. Seu uso excessivo, a utilização de produtos vencidos ou ainda o compartilhamento destes produtos podem favorecer o surgimento de um processo alérgico, e assim, causar a blefarite”, detalha a oftalmologista da Oftalmed, Marcela Andrade.

Outros fatores que causam a alteração na produção da lágrima normal e podem causar a blefarite são alergias, doenças atópicas (como asma, rinite alérgica e dermatite atópica), e também a acne rosácea, doença inflamatória crônica da pele que provoca a pele vermelha no rosto e pode causar lesões de pele e inchaço.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO - Para identificar a blefarite, o médico realiza um exame clínico em que se observa a presença de eritema palpebral (vermelhidão da pálpebra), edema (inchaço), espessamento, hiperqueratinização e irregularidade da margem palpebral. A inflamação crônica pode resultar em madarose (perda de cílios), triquíase (má orientação dos cílios em direção ao globo ocular), tilose (espessamento e distorção da margem palpebral), poliose (perda da pigmentação ciliar) e alterações do ponto lacrimal.

“O tratamento envolve a higiene palpebral, compressas mornas, uso de antibióticos tópico e sistêmico, lágrimas artificiais e esteróides tópicos. É importante ressaltar que não existe cura para a blefarite, e sim tratamento para amenizar os sinais e sintomas e melhorar a qualidade de vida, porém a suspensão do tratamento acarreta em piora do quadro novamente”, finaliza a especialista.

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