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Calázio: saiba o que é e como atinge a pálpebra

06/08/2018

Deborah de Salles | Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

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Mais de 150 mil brasileiros apresentam, por ano, o diagnóstico do calázio, uma lesão inflamatória da pálpebra (superior ou inferior). Apesar de não apresentar sintomas de dor, o tratamento deve ser feito para evitar o crescimento do nódulo e, consequentemente, um encaminhamento cirúrgico. O especialista da Oftalmed, Celso Boianovsky, explica mais detalhes da doença que geralmente atinge a população acima de 30 anos.

“O calázio é caracterizado pela obstrução das glândulas que eliminam, naturalmente, gorduras nas pálpebras. Por isso, elas ficam inflamadas”, explica Dr. Celso. De acordo com ele, a frequência varia entre os pacientes porque “existem aqueles que já tem predisposição às inflamações crônicas palpebrais e sofrem com frequência entre terçol e calázios”.

Na fase inicial e mais aguda o tratamento se faz com compressas mornas e colírios/pomadas sob orientação do oftalmologista. A maioria dos pacientes respondem com sucesso ao tratamento e é possível notar, em poucos dias, o sumiço do cisto e a diminuição do inchaço na pálpebra.

Quando o cisto crônico do calázio se forma e o próprio organismo não faz a drenagem espontânea, indica-se o procedimento cirúrgico. “Mas tudo depende do tamanho, localização e incômodo gerado no paciente”, alerta Boianovsky”. A indicação cirúrgica geralmente é dada quando o cisto é grande o suficiente para causar baixa de visão ou quando os pacientes ficam incomodados por questões estéticas”, completa.

Tratamento cirúrgico - Cirurgias de calázio costumam ser realizadas com anestesia local (exceto nas raras indicações em crianças) e a recuperação costuma ser rápida – poucos dias. Os cuidados no pós-operatório são comuns a outras cirurgias oftálmicas: colírios, pomadas, às vezes anti-inflamatórios orais e mãos sempre limpas para evitar contaminação.

Boianovsky aponta ainda que casos constantes de calázio em pacientes idosos podem ser sinal de grave diagnóstico de uma doença mais rara.  Nesse caso, o oftalmologista deve encaminhar as biópsias cirúrgicas para análise do patologista e, dessa forma, seguir com os tratamentos mais indicados.

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