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Conjuntivites, alergias e lesões oculares aumentam durante o verão

04/12/2017

Rodrigo Rocha | Coletivo Conversa de Comunicação Criativa

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Os principais fatores de risco são o calor, a aglomeração de pessoas e exposição excessiva aos raios solares; crianças são as mais vulneráveis

As conjuntivites infecciosas virais ou bacterianas, as alergias oculares causadas por alérgenos, pelo uso de protetores solares e outros cosméticos, e as lesões provocadas pela exposição excessiva aos raios solares são os três maiores perigos para a saúde dos olhos durante o verão.

O alerta é da médica oftalmologista da Clínica Oftalmed, Christine Lanssoni Zucatti. De acordo com ela, especialista com atuação nas áreas de retina e uveíte, os cuidados com os olhos devem ser redobrados na estação mais quente do ano, especialmente entre as crianças. “As conjuntivites infecciosas aumentam nesta estação do ano devido à aglomeração de pessoas em piscinas, praias, academias e shoppings. O contágio ocorre pelo contato direto de vírus e bactérias com os olhos, principalmente levados pelas mãos. Por isso, é importante lavá-las frequentemente, evitar colocá-las nos olhos e estar atento à higiene dos locais que se frequenta”, explica.

No caso das crianças, os pais e responsáveis devem ficar atentos para evitar o contato dos olhos dos pequenos com água suja, orientá-los a evitar passar as mãos sujas nos olhos e não abrir os olhos dentro da piscina ou no mar.

PROTETORES SOLARES – Segundo a médica, ao frequentar lugares como clubes, piscinas e praias, o ideal é evitar a utilização de protetores solares e outros cosméticos muito próximo à região dos olhos.

O contato desses produtos com a córnea pode provocar coceira, vermelhidão e lacrimejamento. "Caso isso ocorra, a recomendação é lavar os olhos com soro fisiológico e, se os sintomas não cessarem, procurar um oftalmologista", afirma Christine Lanssoni Zucatti.

EXPOSIÇÃO AO SOL – A exposição excessiva aos raios solares pode ocasionar ou acelerar o desenvolvimento de doenças como a catarata. Isso ocorre porque o cristalino – lente natural e transparente do olho – pode ser afetado.
“A catarata é a perda da transparência do cristalino e, apesar de ser mais comum em idosos, pode aparecer precocemente ou ter sua progressão acelerada por essa exposição excessiva ao sol”, detalha a oftalmologista.

Por isso, assim como as pessoas utilizam protetores solares na pele para evitar os efeitos nocivos raios ultravioleta (UVA-UVB), é preciso usar óculos de sol para proteger a visão, e isso inclui também as crianças.

“Nem todos os óculos escuros possuem proteção contra os raios ultravioleta. Por isso, a recomendação é comprá-los em óticas de boa procedência, inclusive para seu filho. Quem usa óculos de grau pode fazer lentes escuras com o grau adequado ou ainda usar lentes fotocromáticas, que escurecem com a exposição à luz ultravioleta”, observa a especialista.

Outro risco à exposição solar é o de aparecimento do Pterígeo, popularmente conhecido como carne nos olhos. Além de afetar o paciente de forma estética, a doença pode causa baixa visual importante em casos mais avançados.

PREVENÇÃO – Os cuidados com os olhos no verão devem ser redobrados. Use colírios lubrificantes quando estiver em ambientes de pouca umidade como cabines de avião e locais com ar-condicionado, lave sempre as mãos e evite tocar seus olhos. Na praia e piscina, não abra os olhos quando estiver mergulhando e não esqueça seus óculos de sol.

Usuários de lente de contato devem seguir as orientações de troca das lentes e de higiene, além de evitar o uso das lentes na piscina ou no mar. Se um corpo estranho cair nos olhos, evite coçar, lave com soro fisiológico e se mantiver o desconforto procure seu oftalmologista. Em caso de qualquer sintoma ocular procure seu oftalmologista de confiança.

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