Asa Sul | Águas Claras
Taguatinga (61) 2191-9191

Alto Constrate

Asa Sul | Águas Claras
Taguatinga (61) 2191-9191

Notícias Fale Conosco Trabalhe Conosco
Alto Constrate

Diabetes aumenta em 25 vezes a chance de cegueira

09/11/2017

Larissa Leite | Coletivo Conversa de Comunicação Criativa

Compartilhar:

A retinopatia diabética, uma das complicações da doença, propicia o surgimento do glaucoma, apontado como o principal causador cegueira irreversível no mundo

Um dos alertas para o Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro) é o risco de cegueira entre os pacientes. Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), os diabéticos têm 25 vezes mais chances de ficarem cegos porque a doença pode lesionar os vasos sanguíneos da retina, trazendo alterações à acuidade visual, e evoluir para a perda da visão. A retinopatia diabética favorece o aparecimento do glaucoma, a grande causadora de cegueira irreversível no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os números da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) indicam que são 16 milhões de diabéticos no país. Deste total, 30% poderão apresentar algum tipo de retinopatia diabética. O diabetes também aumenta em 40% as chance de ter glaucoma, que se caracteriza por lesões no nervo óptico devido ao aumento da pressão dentro do olho.

O diabetes se caracteriza pela produção insuficiente ou falta de insulina, o hormônio que controla a quantidade de açúcar no sangue. Sem a substância, como explica o oftalmologista da clínica Oftalmed, Ricardo Bittar, “os níveis de glicose aumentam e podem causar danos em órgãos, nervos e nos vasos sanguíneos. Na retina, ocasionam alterações vasculares que podem evoluir para hemorragias, isquemias e edema retiniano”.

RETINOPATIA DIABÉTICA - A retinopatia diabética é um termo geral que abrange todos os problemas de retina originados pelo diabetes. Caracterizada por lesões na retina, ela pode ser de dois tipos: não-proliferativo e proliferativo.

O primeiro é o mais comum e acontece quando os pequenos vasos sanguíneos, os capilares, da parte de trás do olho incham e formam bolsas. São três estágios: leve, moderado e grave; são classificados assim de acordo com a quantidade de vasos bloqueados.

Com os capilares bloqueados, pode acontecer um vazamento de sangue para dentro da mácula, área localizada no centro da retina e responsável pela nitidez na visão, provocando o edema macular. As imagens se tornam embaçadas. Contudo, o tratamento adequado pode recuperar a lesão e prevenir a cegueira.

MAIS GRAVE - A retinopatia diabética proliferativa é a forma mais grave. O tipo proliferativo surge depois de alguns anos do diagnóstico do diabetes e é marcado pela obstrução completa dos vasos sanguíneos. O corpo reage com o crescimento de outros capilares que, por serem frágeis, podem vazar e levar a hemorragia vítrea. Além disso, estes novos pequenos vasos podem distorcer a retina e provocar o deslocamento ou ainda causar glaucoma.

A forma proliferativa atinge um em cada 20 pacientes. Considerando que o país tem 16 milhões de diabéticos, estima-se que cerca de 800 mil pessoas podem desenvolver esta complicação. Já o tipo não-proliferativo da doença pode atingir cerca de 4 milhões de pacientes, uma vez que a taxa de incidência é de um a cada quatro diabéticos.

Esta complicação do diabetes é silenciosa no início, o que representa um perigo. “Nos estágios iniciais, a retinopatia não apresenta sintomas, por isso é fundamental o controle metabólico, que indica os índices de glicose no organismo, e o acompanhamento médico periódico. Quando o diagnóstico ou o tratamento começam tardiamente, o paciente tem maiores chances de complicações relacionados ao diabetes, que seriam alterações vasculares que podem evoluir para isquemia retiniana, edema retiniano e neovascularização que podem evoluir para descolamento de retina tracional e glaucoma neovascular.”,  explica o oftalmologista Ricardo Bittar.

Quando se manifestam, os sintomas da retinopatia diabética são visão embaçada, manchas ou ainda perda repentina da visão. O especialista ainda destaca que os tratamentos mais usualmente realizados são “a utilização de medicações intra-vítreas, injeção aplicada no vítreo para controle da neovascularização, hemorragia  e/ou edema; e a laserterapia, utilização do laser na retina com o intuito de estabilizar a isquemia retiniana tratar o edema macular, sem necessidade de internação hospitalar.”

NÚMEROS DO DIABETES – No Brasil,o diabetes aparece entre as cinco principais causas de morte. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2016, mais de 70 mil diabéticos perderam a vida. Conforme a pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), em dez anos no país, o número de casos subiu 61,8%, passando de 5,5%, em 2006, para 8,9%, em 2016. Este crescimento representa a marca de 16 milhões de brasileiros diagnosticados com a doença, de acordo com o levantamento da SBD.

Mundialmente, a Federação Internacional do Diabetes, estima que em 2040, a cada dez adultos, um será diabético. Justifica-se este aumento pelo o crescimento da obesidade e a falta de atividade física entre crianças. A entidade acredita que o diabetes Tipo 2 tende a se tornar um problema de saúde pública em várias partes do mundo.

 

Compartilhar:

Mais notícias