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Os pequenos também precisam ir ao oftalmologista

28/11/2017

Larissa Leite | Coletivo Conversa de Comunicação Criativa

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As visitas ao médico podem ajudar no diagnóstico precoce da ambliopia, uma doença que se não tratada, pode levar à cegueira

A formação da visão acontece nos dez primeiros anos de vida e, durante este período, a criança pode apresentar problemas como a ambliopia.

Como explica a oftalmologista da clínica Oftalmed, Manuella Nader, “ambliopia é caracterizada pela diminuição de acuidade visual, uni ou bilateral, causada por privação visual ou interação binocular anômala. Sem causa aparente, pode ser detectada pelo exame oftalmológico e que em casos específicos pode ser revertida por tratamento adequado”.

A visão normal é o resultado do funcionamento correto dos dois olhos, que captam as imagens, e do cérebro, que une o que foi visto. Já nas crianças que apresentam a doença, um dos olhos não é capaz de receber as imagens claras e focadas. Com isto, a formação da imagem no cérebro é comprometida e o órgão acaba descartando a informação provida pelo olho deficiente.

Como um dos olhos assume a totalidade da visão, a doença pode passar despercebida - mais um motivo para a realização de exames periódicos. Contudo, pais ou responsáveis devem ficar atentos a alguns comportamentos que podem indicar a ambliopia. São eles: coçar os olhos em excesso; se a criança precisa aproximar algum objeto para conseguir ver; ou ainda, se a partir de 1 ano de idade, ela não consegue fixar o olhar em algo.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO - A baixa visão provocada pela doença é reversível, desde que o diagnóstico e tratamento sejam precoces. O diagnóstico é feito a partir da realização do exame oftalmológico completo em crianças com a pupila dilatada e também pode ser feito o mapeamento da retina, que permite que o médico avalie o fundo do olho e outras estruturas oculares.

O tratamento vai depender da causa da doença, que pode ser estrabismo, aparição de erros refracionais, como a hipermetropia, ou ainda pela privação visual, quando apenas um olho é responsável pelas imagens formadas no cérebro. Assim, o médico pode fazer a “prescrição de óculos, tratamento oclusivo com tampão e penalização que pode ser feito com medicamentos ou alterando a prescrição do grau no olho bom”, explica a especialista.

O tampão, usado no olho bom, faz com o que o olho amblíope se encarregue da visão total e possa, assim, corrigir o problema. Dependendo do grau da doença, as crianças não precisam ficar com o tampão durante todo o dia, o que acaba aumentando a adesão ao tratamento, de acordo com Manuella Nader.

A eficácia do tratamento nas crianças é observado até os 10 anos de idade, pois o sistema visual ainda está em formação. Se a doença não for tratada, pode resultar em uma baixa visual irreversível ou, ainda, na perda da visão.

De acordo com a oftalmologista, “os casos de cegueira entre crianças causadas por esta patologia varia de 1,6 a 3,6% na população da América do Norte e se sabe que estes números certamente são maiores em regiões de difícil acesso ao oftalmologista”.

A especialista reforça que “a melhor maneira de diagnosticar é fazer consultas oftalmológicas precoces. A Sociedade de Oftalmologia Pediátrica orienta que crianças menores de 2 anos devem fazer avaliação a cada seis meses. Após esse período, a avaliação deve ser anual”, aconselha Manuella Nader.

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