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Volta às aulas: cerca de 30% das crianças em idade escolar apresentam problemas de visão

16/02/2018

Rodrigo Rocha | Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

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Apertar os olhos, franzir muito a testa, aproximar-se muito dos objetos ou da TV para enxergar melhor. Esses são alguns dos sinais indicativos de problemas na visão da criança que podem comprometer a qualidade de suas interações sociais e, especialmente, do seu aprendizado na escola.

Segundo o Ministério da Saúde, 30% das crianças brasileiras em idade escolar apresentam problemas de visão, causa de 22,9% dos casos de abandono escolar, de acordo com o Ministério da Educação. Além disso, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) estima que entre 3% e 10% dos brasileiros de 7 a 10 anos precisam usar óculos.

“Alguns dos principais problemas diagnosticados entre os pacientes infantis são ametropias (erros refracionais) como a hipermetropia, o astigmatismo e a miopia, que provocam sintomas como embaçamento ou turvação na vista, dor de cabeça e cansaço visual, mas que podem ser facilmente corrigidos com óculos de grau”, revela o oftalmologista da Oftalmed, Marcos Ferraz.

“Todavia, quando não identificados e tratados corretamente, esses erros são as principais causas de baixa visão em crianças e constituem a segunda causa de cegueira evitável entre elas, perdendo apenas para a catarata”, alerta o especialista.

Por isso, a atenção dos pais e responsáveis ao comportamento das crianças e a realização de consultas oftalmológicas periódicas são atitudes essenciais, especialmente até os 7 anos, quando a criança dificilmente consegue identificar o problema sozinha e fazer alguma queixa sobre a visão.

“Em alguns casos, principalmente quando a dificuldade é somente em um olho, a queixa pode demorar anos ou mesmo nunca ser notada até que seja realizado um exame oftalmológico”, revela o médico. “E isso pode ser um grande problema, já que entre as pessoas que enxergam, cerca de 85% da aprendizagem é feita através da visão”, acrescenta.

A Organização Mundial de saúde (OMS) estima que, no /Brasil, 7,5 milhões de crianças em idade escolar tenham algum tipo de deficiência visual. No entanto, só 25% delas apresentam sintomas, o que significa que os outros 75% necessitam de testes específicos para identificar o problema”, revela o especialista.

Além do teste do olhinho realizado logo após o nascimento, o médico Marcos Ferraz recomenda que um exame oftalmológico seja feito ainda no primeiro ano de vida do bebê. Outra consulta ao especialista deve ocorrer antes do início da idade escolar – por volta dos 2 ou 3 anos de idade – e, a partir de então, novos exames devem ser realizados a cada dois anos, no máximo.

“Além da miopia, do astigmatismo e da hipermetropia, é fundamental identificar outros problemas como o estrabismo (desvio no olhar) e a anisometropia (diferença de erros refrativos entre os dois olhos), que podem levar à ambliopia (olho preguiçoso), causa importante de cegueira funcional na infância. Doenças da córnea, retina e ainda o glaucoma infantil também deve ser investigados”, destaca o especialista da Oftalmed, Marcos Ferraz.

Os pais e responsáveis também podem e devem colaborar testando a visão da criança menor de quatro anos. A estratégia é tampar a visão de cada olho individualmente e criar desafios para descobrir como ela está enxergando. Ações simples como essa podem identificar precocemente problemas visuais e prevenir a cegueira.

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